Ato 1
Sexta temporada de Beverly Hills Roleplay.
A Season 06 segue após os acontecimentos da Season 05. Fiquem atentos, pois a temporada anterior foi um reboot, sendo assim, um novo começo para todos. Ou seja, o “antes” dele não existiu. Tudo o que pertencia às temporadas passadas de BH não poderá ser relembrado, como, por exemplo, conhecer personagens, ter memórias ou relações anteriores, entre outros. Apenas é lembrando tudo que aconteceu na Season 5.
Uma cidade próspera… outra nem tanto.
COLAPSO DO NORTE
Durante anos, o Norte foi visto como uma região difícil, mas ainda funcional. Conflitos políticos, disputas territoriais e rivalidades antigas sempre fizeram parte da rotina, porém havia uma estrutura mínima que mantinha tudo sob controle.
Até que essa estrutura simplesmente ruiu.
Os acontecimentos recentes foram rápidos demais para que qualquer autoridade conseguisse reagir. Postos de comando foram abandonados, patrulhas desapareceram das ruas e muitos funcionários públicos deixaram seus cargos da noite para o dia.
Alguns bairros foram evacuados às pressas. Outros ficaram para trás, esquecidos, com moradores tentando sobreviver em meio ao silêncio.
Hoje, entrar no Norte é como atravessar uma cidade que foi pausada no tempo. Portões abertos, carros largados nas ruas, lojas fechadas sem explicação. Em alguns lugares ainda é possível ouvir geradores funcionando dentro de prédios vazios, como se alguém tivesse saído apenas por alguns minutos.
Mas ninguém voltou.
As poucas informações que chegam são confusas. Uns dizem que o governo decidiu abandonar a região para evitar algo pior. Outros acreditam que a situação simplesmente saiu do controle.
O que se sabe é que o Norte não é mais uma área administrada.
Agora é apenas um território… esperando para ver quem será o próximo a tentar controlá-lo.
A ABERTURA
No início, parecia apenas um boato.
Algumas pessoas afirmaram ter visto algo estranho nos limites da cidade. Uma distorção no ar, como se a realidade tivesse sido rasgada por alguns segundos. Outros falaram sobre um brilho escuro, uma espécie de portal que apareceu e desapareceu antes que alguém conseguisse entender o que estava acontecendo.
Mas os relatos começaram a se repetir.
Quem esteve próximo descreveu a mesma sensação: um silêncio anormal, como se o som tivesse sido sugado do ambiente. Alguns disseram que, ao olhar para dentro daquela fenda, conseguiram enxergar algo familiar.
Uma cidade.
As ruas pareciam as mesmas. Os prédios também. Mas tudo estava… errado.
As luzes estavam apagadas, o céu parecia permanentemente nublado e nenhuma pessoa podia ser vista caminhando. Era como observar um reflexo do mundo real que havia sido abandonado há muito tempo.
Alguns começaram a chamar aquilo de mundo invertido. Outros acreditam que se trata de uma dimensão paralela.
Testemunhas afirmam ter visto criaturas saindo da fenda antes que ela se fechasse. Seres magros, com corpos deformados e movimentos rápidos demais para algo humano. Suas bocas se abriam de maneira impossível, como pétalas se rasgando para revelar fileiras de dentes. Ninguém sabe exatamente de onde vieram ou quantos conseguiram atravessar antes do portal desaparecer. Alguns acreditam que foram apenas poucos. Outros juram ter ouvido sons estranhos nas áreas abandonadas do Norte nas noites seguintes.
O mais inquietante é que ninguém sabe por que aquilo apareceu. Nem se foi a primeira vez.
E muito menos se será a última.
O NORTE SEM LEI
Com o colapso da autoridade, o Norte rapidamente começou a mudar.
Sem patrulhas, sem fiscalização e sem presença governamental, grupos que antes operavam nas sombras começaram a ocupar o espaço deixado para trás. Pequenas gangues se organizaram, contrabandistas passaram a circular com mais liberdade e velhos criminosos voltaram a territórios que haviam abandonado anos atrás. Algumas regiões do Norte agora funcionam como verdadeiros mercados ilegais.
Armas, documentos falsos, substâncias proibidas e objetos roubados circulam sem qualquer tentativa de disfarce. Antigos prédios comerciais foram transformados em bases improvisadas para grupos que disputam controle de ruas e bairros inteiros.
Quem vive por lá diz que a lógica mudou completamente.
A lei não existe mais. A única regra agora é sobreviver.
Alguns enxergam isso como uma oportunidade, um território onde qualquer um pode construir poder do zero. Outros veem apenas um lugar prestes a se afundar ainda mais no caos.
De qualquer forma, o Norte se tornou algo que nunca havia sido antes.
Um espaço onde o Estado não entra… e onde qualquer coisa pode acontecer.
AS UNIVERSIDADES
Por muito tempo, as universidades foram vistas apenas como centros acadêmicos.
Mas quem viveu de perto sabe que elas sempre foram mais do que isso.
Nevermore se ergue no sul, onde antes estava localizada a BHU.
Ao longo dos anos, grupos internos foram se formando, redes de influência, alianças discretas e tradições passadas de geração em geração. Dessas estruturas nasceram novas fraternidades, cada uma carregando sua própria visão de poder, pertencimento e identidade.
Algumas são apenas sociais. Outras têm objetivos muito mais profundos.
E agora, com as mudanças acontecendo na cidade, essas fraternidades começam a assumir papéis que talvez nunca tenham sido planejados.
Porque quando instituições enfraquecem, quem está dentro delas começa a ocupar o espaço vazio.
E no sul, onde tudo agora se concentra, a proximidade acendeu o que antes era silencioso.
A rivalidade cresceu. E, dessa vez, ninguém está disposto a recuar.
O CICLO
Existem histórias antigas que quase ninguém leva a sério.
Elas falam sobre períodos estranhos na cidade. Momentos em que coisas começam a acontecer sem explicação clara: desaparecimentos, fenômenos incomuns, um medo coletivo que parece surgir do nada.
Curiosamente, quando alguém resolve olhar os registros com mais atenção, percebe algo inquietante.
Os intervalos parecem seguir um padrão.
Eventos semelhantes teriam acontecido décadas atrás… e depois disso… novamente… sempre separados por um mesmo intervalo de tempo.
Vinte e sete dias. Provavelmente é apenas coincidência.
Mas algumas pessoas começaram a perceber que o último ciclo… pode estar começando agora.